Prestes a lançar “Será Só Aos Ares”, seu novo álbum, a MULAMBA continua a apresentar a guinada sonora desta nova fase, incorporando elementos da música brasileira à potência do rock que guiou seu primeiro e aclamado disco homônimo. Após buscar o transcendental em “Bença” com Luedji Luna e abertamente celebrar os diversos tipos de prazer em “Lascívia”, elas fazem um respiro na poética e sentimental “Hemisfério”. O lançamento em todas as plataformas digitais é do selo PWR Records.
Esse fôlego se reflete no novo trabalho. O segundo álbum de inéditas da MULAMBA surge a partir de fluxos internos, ao entender a importância de olhar para si, redescobrir as próprias raízes e se permitir descansar. A proposta é perceber a leveza e o deslocamento que o ar propicia. O título é um palíndromo, uma palavra ou frase que mantém o mesmo sentido quando lida de trás pra frente. “É uma libertação que estamos tentando alcançar ao fazer música. É a música feita com tempo, que acontece quando olhamos para dentro e nos permitimos ouvir o silêncio enquanto todo mundo espera o nosso grito”, definem as artistas.
Com 12 faixas, o disco expressa identidades musicais diferentes, trazendo uma presença mais marcante de ritmos brasileiros. A concepção foi influenciada por diversas manifestações culturais originadas na diáspora africana. A intenção foi propor um resgate estético, revisitando a sonoridade das décadas de 1990 e 2000 e somando linguagens contemporâneas. Além da estabilidade do orgânico, das peles, das cordas, dos instrumentos de sopro e da voz, a banda abraça os elementos eletrônicos com os beats, os synths, os efeitos e as texturas sintéticas.
“Será Só Aos Ares” está disponível para pré-save e chega às principais plataformas de música em 22/06.
Sobre o grupo:
Juntas desde 2015, as artistas da MULAMBA são contundentes em reiterar os anseios e as inquietações de quem transforma a luta pela igualdade de gênero em batalha diária. Da bateria aos vocais de peso, da MPB ao rock, MULAMBA é composta por mulheres. Vozes dissonantes que saem das entranhas e têm muito a dizer. Vozes que representam um grito, um suspiro de encantamento, um furacão. As integrantes reforçam o protagonismo feminino na música nacional.
Desconstrução e letras impactantes marcam “MULAMBA”, o álbum de estreia do sexteto, gravado no Red Bull Studio em São Paulo, que figurou nas principais listas de melhores lançamentos de 2018 por veículos da imprensa especializada. A respeitada lista da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) elegeu “MULAMBA” como um dos 25 melhores álbuns nacionais lançados no segundo semestre, enquanto o Tenho Mais Discos Que Amigos considerou o melhor álbum do ano. O disco segue como um destaque atemporal e une diversas influências, traduz suas mensagens por meio de uma linguagem poética e performance potente.
O registro “MULAMBA Ao Vivo Em Estúdio” encerrou em 2021 um ciclo explosivo e abriu caminhos serenos para a MULAMBA, nome emergente da nova MPB. Com versões intimistas, o lançamento transforma o trabalho de estreia da banda. Agora, arranjos minimalistas e referências eletrônicas se somam à estética orgânica, trazendo roupagens diferentes para músicas já conhecidas. O projeto recorda a trajetória percorrida nos últimos anos, celebrando conquistas, desafios e aprendizados.
Agora, a MULAMBA mira seus próximos passos sem perder a conexão com a jornada que as trouxe até aqui – porém, abertas a novas possibilidades sonoras, poéticas e estéticas.