Ativismo, pacifismo e sensibilidade foram os conceitos guia do novo single e clipe de Solange Sá, Mulher do Mar. Com arranjos eletrônicos, a canção une os acordes do violão com a potente voz da cantora paulistana. O lançamento simboliza uma nova fase na carreira da artista, que busca através de suas canções, sensibilizar o ouvinte pra necessidade de um novo olhar pro mundo, pós pandemia, um novo normal, onde o ser humano entenda que é parte e não dono do planeta.
Uma novidade na carreira de Solange Sá é a parceria com outras mulheres da música pra reforçar o poder feminino, a predominância do yin em sua sonoridade e nessa visão de força e inspiração. O single, que é o primeiro de uma série, já se encontra disponível nas plataformas de streaming e é um lançamento independente.
“‘Mulher do Mar’ tem uma sonoridade suave criada a partir de um som eletrônico sutil, alinhado ao violão e entrecortado por uma voz feminina. Juntos, esses elementos criam um universo onírico que é acentuado pelas nuances melódicas, pela letra e imagens do clipe. O resultado dessa mistura exibe com delicadeza, uma paisagem sonora e imagética que exalta a convivência humana com os seres e as águas, sem plásticos, sem morte, mas com uma força suave que vem da cooperação e do convívio, dentro desse mar real e simbólico.”, explica Solange Sá, cantora e compositora da faixa.
Em busca do ativismo pela paz e do retorno à essência humana ofuscada pelo progresso, o single foi produzido durante o período da pandemia, e representa a importância de estar atento à natureza e a todos os seres. É preciso agir de forma cooperativa, amorosa, compreendendo as demandas do planeta em desacelerar.
“Esse trabalho é extremamente relevante na minha trajetória, porque é o lugar onde mais me sinto conectada com um propósito que envolve o coletivo, além da realização artística, que sempre existe obviamente. Mas com tudo que vem acontecendo no Brasil e no mundo, a vontade de contribuir com um propósito conectado a um desejo de transformação urgente, me dá mais força para produzir e ir além”, avalia Solange.
Durante a pandemia, Solange Sá conta que, assim como toda a humanidade, passou por perdas, isolamento, reflexões e medo, e foi a partir desse aprendizado que ela buscou antídotos: meditação, ativismo e novas formas de contribuir e atuar num mundo caótico através de sua música. A tatuagem que aparece no clipe é uma pausa de semínima, figura musical que representa o silêncio, e para a artista, também simboliza o silêncio da busca por si mesma.
Conhecida entre os críticos musicais, Solange Sá teve uma estreia elogiadíssima com seu álbum de estreia, homônimo (2008, produzido por Mário Manga). A cantora e compositora também chegou a se apresentar no “Prata da Casa”, do Sesc Pompeia, no Festival da Canção, e em muitos outros importantes palcos do circuito paulistano. De lá para cá, ainda na carreira solo lançou os EPs “Abrigo” (2019) e “Depois do Dó de Si” (2019).
Entre 2010 e 2015 criou a banda Piolhos, projeto voltado para o público infantil, por onde lançou o álbum “Piolhos pras Cabecinhas” (2015), que levou o grupo a tocar no Lollapalooza e contar com mais de 150 shows. O grupo também foi reconhecido com o Prêmio Rumos Itaú Cultura e o Prêmio Curitibim, que elege trabalhos infantis de todo o país.
A cantora traz entre as influências musicais Dorival Caymmi, Lenine, Elza Soares, Asa, Mayra Andrade, Dante Ozetti, Ceumar e Ná Ozzetti, que inclusive participou da faixa “Metrozinho da Capital”, presente no EP Abrigo, lançado em 2019.
“No single Mulher do Mar, há um traço em comum com a Adriana Calcanhotto, que admiro muito e tem também esse viés de compor para crianças. O traço comum é o tema sobre o mar, as águas, embora com abordagens diferentes, ela também lança mão de recursos eletrônicos dessa forma mais sutil.”, analisa Solange.
O single “Mulher do Mar” conta com Solange Sá (música, letra e voz), Uma Sudo (arranjo eletrônico, backing vocals e videomaker) e Alexandre Fontanetti (violão, mixagem e masterização). A canção foi gravada no estúdio Space Blues, em São Paulo (SP).