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Eu matei Sherazade: um monólogo que confronta realidades brasileiras e árabes

Eu matei Sherazade: um monólogo que confronta realidades brasileiras e árabes

Cultura

Eu matei Sherazade: um monólogo que confronta realidades brasileiras e árabes

O monólogo “Eu matei Sherazade, confissões de uma árabe em fúria”, baseado no best‑seller de Joumana Haddad, será exibido gratuitamente no Centro Cultural do Poder Judiciário do Rio de Janeiro nos dias 06, 07, 13 e 14 de outubro, às 18h. A dramaturgia e a atuação são de Carolina Chalita, que traz à cena uma crítica à percepção do feminino no Oriente e no Ocidente.

Chalita, de ascendência libanesa, narra a história de uma árabe enfurecida com o modo como a mulher é vista em seu próprio povo e pelo olhar preconceituoso do Ocidente. O monólogo questiona a representação tradicional de Sherazade como heroína submissa, apontando que a personagem, segundo Haddad, perpetua o sexismo ao apresentar uma “transformação” do sultão, assassino de mulheres.

O projeto nasceu da curiosidade de Chalita após assistir a uma leitura dramatizada de 2013. Ela buscou a autorização da autora e, com a direção de Miwa Yanagizawa e música ao vivo de Maria Clara Valle, criou uma peça que dialoga entre culturas e provoca reflexões sobre narrativas patriarcais ainda presentes na sociedade contemporânea.

O monólogo “Eu matei Sherazade”, adaptação teatral do livro de Joumana Haddad, será exibido em sessões gratuitas nos dias 06, 07, 13 e 14 de outubro, às 18h, no Centro Cultural do Poder Judiciário, no Centro do Rio. A produção conta com a direção de Miwa Yanagizawa, direção musical de Beto Lemos e música ao vivo de Maria Clara Valle.

O espetáculo, indicado ao Prêmio APTR, convida o público a refletir sobre as múltiplas camadas da identidade feminina, desafiando estereótipos e a hipocrisia patriarcal. A crítica de Haddad à representação de Sherazade abre espaço para um diálogo entre Oriente e Ocidente, passado e presente, mito e realidade.

Ao ser gratuito e acessível, o evento reforça a cultura como ferramenta de transformação social e empoderamento feminino, oferecendo uma experiência que une arte, crítica social e reflexão sobre gênero e identidade.

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